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Mortos entre Vivos, um horror que tiraria o sono até de Stephen King


John Ajvide Lindqvist é o nome de um autor difícil para se pronunciar, mas quando nos deparamos com sua escrita o resultado é espetacular. É um autor que consegue atingir em seu segundo livro “Mortos entre Vivos” um avanço em seu estilo literário, iniciado com seu primogênito “Deixa Ela Entrar”.  Lindqvis lembra o Stephen King nos anos 80, sobretudo pelo fato que depois de um tempo já não conseguimos mais parar de ler.

A história começa em Agosto de 2002 na Suécia, mas precisamente na cidade de Stocolmo. Primeiro a população começa a sentir uma dor de cabeça que a cada dia  aumentar. Em seguida os aparelhos eletrônicos continuam a funcionar mesmo se retirados das tomadas. Por final, os mortos começam a retornar a vida (pelo menos àqueles que faleceram a pelo menos dois meses). Eles não são violentos, nem comedores de cérebros, são pessoas comuns que retornam fétidos e putrefatos e que, mesmo sem consciência, querem retornar a seus lares.

O governo apelidam estes mortos, de “Revividos”, mas no começo não sabem como lidar com a situação, seja do ponto de vista ético, politico e médico/sanitário.

                Todo o desenrolar desta história é contada através de três núcleos de personagens:

 A família de Eva, uma escritora que reviveu logo após morrer, sendo a única que consegue pronunciar algumas palavras completas, apesar de parte do seu corpo estar dilacerado. O marido de Eva, David é separado da esposa, que é usada como estudo de caso do fenômeno. O marido irá fazer de tudo para recuperá-la.

                A Família de Elias, de seis anos de idade e que morreu à cerca de um mês. Neto de um jornalista de final de carreira, Gustav Mahler. 

A família do senhor Tore, idoso e recém-falecido, avô de Flora e marido de Elvy. Duas mulheres com estranhos dons paranormais, e com uma conexão especial com os “revividos”.

                Segundo a Editora Tordesilhas que lançou o livro no Brasil, sua tradução ao português foi feito diretamente do sueco. O ritmo, o desenvolvimento de personagens, atos e pontos de virada lembram muito um roteiro de cinema. Isso não é para menos, o autor Lindqvist trabalhou por muito tempo como roteirista audiovisual.

                “Mortos entre vivos” é uma leitura pesada, tétrica (que lembra, às vezes, o Cemitério de Stephen King) e com muita intensidade psicológica. O clímax da história até que poderia ser um pouco mais desenvolvido, mas a boa leitura e a simpatia que criamos com os personagens compensam todo o resto. Dá uma vontade de quero mais, apesar das mais de 400 páginas do material.

 Que venham os próximos trabalhos do autor.

Nota 8.5

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